Trabalho e Esgotamento. 2


Você consegue desligar-se das preocupações do trabalho depois de chegar em casa?

Muitas pessoas que sofrem de estresse e esgotamento nervoso, em função do trabalho que exercem, vivem prisioneiras da ansiedade, do medo, angústia. Podem apresentar crises de ansiedade, pânico. Chegar em casa e ficar falando sobre os problemas do trabalho, sentir culpa em atividades sociais ou de lazer (por medo de afetar o desempenho no trabalho) e apresentar sintomas como palpitações, dificuldade e sono, insegurança.

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Segundo o CID 10, os transtornos de ansiedade tem igual prevalência entre homens e mulheres e ocorre normalmente entre 20 e 40 anos de idade e afeta a vida produtiva e a ocorrência entre profissionais com grandes responsabilidades, perfeccionistas, exigentes consigo mesmo e com certa dificuldade de aceitar erros e imprevistos, psicologicamente, costumam reprimir os sentimentos negativos e conflitos íntimos.

O que é importante nesta questão é analisar o contexto do trabalho como um dos fatores do sofrimento psíquico. Por um lado, todo colaborador precisa e estabelece um vinculo de trabalho, uma identidade na função e busca reconhecimento além do material. Por outro lado, as questões de normas, horários, salário, relacionamentos, autonomia, responsabilidades podem interferir na satisfação com o trabalho.

Cada pessoa encontra ao seu modo formas de dar vazões as tensões, refazer seus objetivos e voltar ao estado de satisfação (amor ao que se faz). Empresas mais rígidas dificultam a elaboração do sofrimento e neste caso, inicia-se o processo de esgotamento, dando inicio a uma série de doenças físicas, na tentativa de “esconder” os conflitos psicológicos relacionados ao trabalho.

A falta de satisfação no trabalho e o esgotamento levam a exaustão emocional, falta de envolvimento com o trabalho e colegas e despersonalização (frieza em relação ao trabalho). A dificuldade em lidar com a afetividade se traduz em um processo depressivo em contraste com o perfil animado no inicio da carreira.

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O que é necessário? Permitir que as pessoas encontrem recursos internos para lidar com o problema, avaliar o vinculo com o trabalho e reconhecer-se. Qual o sentido das dificuldades? Sempre trazem questionamentos e quando se entende o sentido da causa do sofrimento é possível estruturar mudanças pessoais e profissionais. O trabalho pode ser uma fonte de satisfação e crescimento, quando as necessidades pessoais estão em harmonia com a função exercida.


2 pensamentos em “Trabalho e Esgotamento.

  • Rafael Jr.

    Entendi sua mensagem e sei que é a pura realidade. No meu emprego anterior, eu tive sindrome do panico e a empresa não me compreendeu, foi muito ruim a experiencia e eu fiquei um bom tempo no emprego, tentando agradar. Hoje vejo que não gostava do que fazia e a melhor coisa que fiz foi recomeçar, ir em busca do que me faz feliz.

  • Sara Cunha

    Texto interessante.Muitas pessoas passam por isso e não sabem identificar bem o que estão sentindo.Passei por todos esses processos de despersonalização citados no texto, e demorei muito tempo sofrendo até identificar com ajuda profissional o que estava se passando comigo.Trabalho na área da saúde e este ambiente infelizmente contribuiu muito para desencadear a depressão,transtorno de ansiedade e por fim síndrome do pânico dignosticados por profissional competente devido ao excesso de atividades no meu trabalho num período de cinco anos.Foi uma batalha muito difícil, e ainda luto contra esses problemas,mas agora mais consciente dos transtornos e tentando encontrar alternativas para subsistir nesse meio tão competitivo e exigente cada vez mais dos seres humanos.Canalizei minhas forças para além do trabalho com atividades de lazer periodicamente,o que me ajudou a deixar o trabalho onde ele deve ficar e não levá-lo para minha casa,cama ou cabeça…com força de vontade está dando pra segurar.Mas isso é um processo individual e cada um deve buscar a melhor forma de procurar ajuda.

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