Superando a Culpa na Codependencia Afetiva


Como é seu dialogo interior? A forma como você se trata? Seus valores sobre si mesmo?

Um dos desafios para co-dependentes afetivos é viver o presente de forma funcional, com auto amorosidade e ter uma visão mais saudável de si mesmos. Isso acontece porque as crenças aprendidas no passado infantil podem paralisar a pessoa, ficam enraizadas no subconsciente. Isso também se reflete em seus relacionamentos.

Pessoas co-dependentes aceitam o comportamento dos outros independente se é bom ou ruim para elas, culpando-se pelo sofrimento alheio e cultivando crenças de inferioridade como “não sou boa o suficiente”, “preciso agradar meu parceiro(a)”. Pensam tanto nos outros que podem esquecer de si mesmas e o “cuidado” com o outro pode virar uma obsessão no sentido de querer mudar a outra pessoa. “como vou estar bem se meu parceiro(a)/pai/mãe/filho/etc não esta bem”?

Essa angustia de querer a validação dos outros ou autorização para fazer algo, tomar decisões por exemplo esta ligada ao centro da vida que é o que o outro sente, o que o outro quer, a felicidade dos outros. Isso vai gerar um grande sentimento de frustração, ansiedade. A perda do self ou própria individualidade em função de viver para os outros.

Por exemplo:

Fernando é um homem adulto, bem sucedido, bonito, independente, sociável, mas procura a psicoterapia devido a frustrações em relacionamentos afetivos. Seu maior sonho e meta terapêutica é ter uma família harmoniosa mas ele relata ter muita dificuldade de atrair uma parceira com características em comum e que seja um relacionamento feliz.

Na história de vida percebe-se que Fernando já nasce em uma família com traumas emocionais. Seu pai abandona sua mãe gravida e não proporciona nenhum tipo de ajuda financeira para eles. Sua mãe gravida não recebe apoio de seus familiares e da inicio a uma nova estrutura familiar: trabalhando, morando sozinha e lutando pelo sustento.

Fernando cresce empenhado nos estudos para ajudar a situação financeira da família, suas preocupações na adolescência estão voltadas as questões de sobrevivência e sentimentos de vergonha devido a isso. Seu foco era o bem estar de sua mãe.

No início de sua vida adulta, Fernando evita relacionamentos sérios, com a crença que “precisa ganhar bem” antes de envolver. Após ser bem sucedido, começa a namorar. Pelo racional ele sente-se atraído por uma garota bonita e independente.

Inconscientemente, ele encontra na namorada o arquétipo do seu pai. Uma pessoa egoísta, narcisista, explosões emocionais, bruscas mudanças de humor, mentiras e traições.

Quando começam as brigas, Fernando acha que é culpa dele. Ele acha  faz algo de errado e quer agradar a namorada. E isso dura anos. Ele faz de tudo, humilha-se, conversa, acredita que a namorada vai mudar ate que na dor de uma traição vista com os próprios olhos decide procurar ajuda psicológica.

O proposito dessa história é ilustrar a Culpa na codependencia.

Agora pense em pessoas que você sente-se muito ligado(a). Que pessoas você se sente responsável pelas emoções? Sentir-se responsável pelo sentimento dos outros é exaustivo. Quanto culpa e responsabilidade você tem carregado em suas costas?

Pessoas co-dependentes têm muita dificuldade em saber o que querem e o que precisam. No processo terapêutico você pode entender seus porquês e parar para ouvir-se, desaprender comportamentos disfuncionais, aprender que pode construir uma auto estima e ser responsável pela própria felicidade.

 

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