Alienação Parental


Este é um assunto ainda pouco divulgado, mas de fundamental importância envolvendo pais, filhos e separação. É um assunto bastante pertinente na psicologia jurídica, envolvendo o bem estar dos filhos e pais em caso de separação e divórcio.

Quantos filhos perderam o contato com um de seus pais após um processo de separação? Quantos pais se afastaram dos filhos devido a brigas intensas na hora de visita-los? E as mudanças de comportamento nos filhos, como cobranças de pensão e culpa?

A separação é um processo difícil e delicado. Normalmente se caracteriza por emoções a flor da pele, busca por um culpado, dificuldade de aceitação do término, separação dos bens, mudanças. Isso tudo se relaciona com a forma de amar, maturidade emocional, possessividade, expectativas.

Entre as formas de amar mais egoístas e destrutivas encontra-se a possessividade. Quanto maior esse sentimento, mais difícil será um processo de separação. Esse pode ativar crenças de rejeição, abandono causando um grande desequilíbrio emocional.

Ai entra a alienação parental. Quando o sofrimento de um dos cônjuges torna-se tão intenso e destrutivo, que envolve a família toda no processo, especialmente, os mais vulneráveis: os filhos.

Quantas pessoas não se separam por medo de perderem os filhos? Medo do comportamento do cônjuge? Como profissional da psicologia, é preciso esclarecer que existe auxilio eficaz para todo tipo de sofrimento. O importante é buscar ajuda e não se calar diante de violências ou privações psicológicas na relação pais e filhos.

O estudo dessa síndrome iniciou-se a partir de pais separados, onde um genitor  constrói uma rede de mentiras do genitor para que a criança não queria mais conviver com ele, ou ate, desenvolva um sentimento de medo, raiva, culpa.

Na alienação parental, a agressividade do cônjuge que não aceita a separação, envolve os filhos em um processo de vingança, fazendo-os participar emocionalmente dos conflitos da relação, o que os mesmos não tem condição emocional para se defenderem. Em situações de  imaturidade e instabilidade emocional, utiliza-se o filho para tentar atingir o outro ou até a privação da convivência, como um castigo pela separação.

 Nessas situações, a criança é levada a odiar e rejeitar um genitor que a ama, a contradição dos sentimentos produz uma destruição dos vínculos que, se perdurar por muito tempo instaura um processo cronico de sentimentos de desamor e abandono. Algumas vezes, é um processo mais sutil, observado no comportamento dos filhos quando voltam das férias ou finais de semana com o cônjuge.

Sinais de atenção no comportamento dos filhos:

* agressividade verbal ou física após visitas.
* excesso de preocupações, como querer controlar o dinheiro da pensão ou vida social dos pais.
* Queda de rendimento escolar, recusa em estudar
* Crises de choro
* recusa/ dificuldade em aceitar a separação dos pais
* transtornos alimentares
* doenças nervosas – dores de cabeça, estomago.

Comportamentos clássicos de um genitor alienador:

* recusa ou dificulta ligações telefônicas, cartas, presentes aos filhos
* desvaloriza ou insulta o outro genitor na presença dos filhos
* impede o outro genitor de exercer seu direito de visita
* toma decisões importantes a respeito do filho sem consultar o outro genitor
* ameaça punir os filhos se eles telefonarem ou entrarem em contato com o genitor
* falsas denuncias de abuso físico
* reação de medo por parte dos filhos

O amor saudável aceita mudanças. realiza mudanças e dá exemplos para toda a vida. Preserve seus filhos.

O amor saudável aceita mudanças. realiza mudanças e dá exemplos para toda a vida. Preserve seus filhos.

Você está passando por um processo de separação? ou tem medo de fazê-lo? A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a evitar maiores danos e sofrimentos à família, reconstruir a vida preservando a saúde emocional dos filhos. Em casos de alienação, o psicólogo realiza avaliações psicológicas, pareceres, no sentido de auxiliar a família e proteger a integridade de todos os envolvidos.

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