Psicoterapia para criança interior ferida 3


Hoje escrevo sobre um tema muito pertinente, núcleo de tratamento psicológico em muitas analises e pode ser a causa de seu sofrimento também.

“Não recebi amor da minha mãe”. “Minha mãe não recebeu amor da mãe dela e por isso não sabe demonstrar afeto”. Geralmente esse tipo de personalidade caracteriza-se por mulheres frias afetivamente, com baixa capacidade de ouvir e dialogar, baixa flexibilidade para mudanças no ambiente familiar, falta de empatia, baixa energia yin -feminina (acolhimento, amor incondicional, diversão, momentos de lazer). O que não deixa de ser uma criança ferida.

Os sintomas da falta do amor maternal incondicional acarretam vários prejuízos afetivos e sociais, devido a bloqueios emocionais, insegurança, falta de comunicação e empatia, baixa auto estima, mania de perfeição, dificuldade de lidar com erros. Também abre possibilidades para transtornos de ansiedade, afetivos e obsessivos.

Por outro lado, quando essas mulheres tem um forte lado yang-masculino, voltam-se ao trabalho, conquistas materiais e valorização do intelectual (carreira, estudos). Nessa cultura, o estudo vem em primeiro lugar e buscam reconhecimento social através da independência financeira. Como o diálogo é inflexível e falta empatia, são lares com autoritarismo e que os filhos farão de tudo para atender as expectativas de sua família. Ou esses filhos e filhas podem sentir tanta raiva com a rejeição afetiva a ponto de ir para o lado da raiva e a chamada “rebeldia”.

Nesse ponto entramos no centro das feridas psicológicas infantis ou a melhor, sua criança interior ferida.

As crianças que se desenvolvem nesses lares vão fazer de tudo para se encaixar no modelo “perfeito”. O bloqueio emocional começa a instalar-se na infância, já que essa criança pode presenciar brigas entre os pais, alcoolismo, xingamentos, humilhações no que diz respeito a sexualidade, negligencia ao não ter uma roupa bonita para sair ou um corte de cabelo bonito, não ter seus gostos valorizados.

Uma mulher-mãe que em seu íntimo é uma criança ferida vai ter muita dificuldade de criar um vinculo saudável e positivo. Ou seja, enxergar seu filho(a) de forma integral, ouvir, valorizar identidade e desejos dos filhos. No perfil autoritário “eu sei”, “eu decido”, “criança não chora”, se aprende a ficar quieto(a) para evitar brigas ou tem explosões emocionais. Depois pode ser um adulto que vive para sua família, ou cônjuge ou agradar a todos menos a si mesmo.

A criança que aprende a negar seus sentimentos verdadeiros e a ficar quieta começa a achar que não é amada, que não é importante. Começa a ter medo de seus sentimentos e pode decidir parar de sentir. Posteriormente vai procurar no social esse reconhecimento, pode até construir uma carreira bem sucedida, um casamento amoroso, mas um sentimento de tristeza e vazio sempre vai incomodar no fundo do coração. E quando essa pessoa se torna mãe/pai, tudo vem a tona. Como não repetir os mesmos erros? Dai pode ocorrer a repetição inconsciente do padrão ou a superproteção, ambos padrões são tóxicos e sabotadores.

 A vivencia da falta do amor materno na infância também pode aparecer nas relações amorosas: parceiros distantes, traição, dificuldade em assumir compromisso afetivo, transtornos da sexualidade (falta de desejo, impotência). O que o senso comum vê como infantilidade ou falta de maturidade, na verdade, são crianças interiores feridas.

Essa energia de falta desse amor incondicional fica armazenada na mente, cria crenças que influenciam o modo de pensar e agir, gera dor ao longo da vida. Dor emocional. A dor que produz depressão, excesso de trabalho, carência afetiva, péssimos relacionamentos, o sentimento de vazio, fibromialgia e outras somatizações, suicídio.

Buscar terapia é reconhecer isso. Querer mergulhar fundo nessas vivencias a ponto de mudar esses padrões inconscientes. E adquirir flexibilidade para decidir a vida conforme seus próprios padrões e libertar-se de agradar culturas familiares toxicas.

O maior proposito nessas analises com a carência do amor materno é a pessoa descobrir-se por si mesma, ter autonomia e depois amadurecer. O bloqueio emocional cria a sensação de estar errado(a) quando se sai do padrão ou tenta ser feliz a partir de seus próprios valores. O amadurecimento emocional traz leveza e forca. Evoluir significa entrar em contato com essa criança interior e ouvi-la, cuidar com amorosidade.

 


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3 pensamentos em “Psicoterapia para criança interior ferida

  • Carla

    Eu tenho depressão. Não tenho família e parece que parei no tempo. Não sei o que é amor.

  • Lisiane Hadlich Machado Autor do post

    Oi Carla, obrigada por seu comentário. O auto conhecimento emocional é um dos focos da psicoterapia junguiana. Será um prazer ajuda-la se quiser agendar uma psicoterapia online. Abc

  • Callie

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