Libido baixa ou muito alta? Entenda e se ligue!!!


A intimidade e qualidade da vida sexual consistem em um pilar importante no relacionamento. Esse termômetro demonstra se existe atração entre os parceiros, a segurança e entrega que um tem no outro, a empatia e capacidade de ter e dar prazer ao cônjuge.

A satisfação sexual integrada a felicidade conjugal também se relaciona com a plenitude da construção do feminino e do masculino interior. Não basta nascer homem ou mulher para construir o feminino e masculino equilibrado. Assim como beleza, sucesso material não são sinônimos de vida sexual saudável e satisfatória.

Um relacionamento saudável costuma ter uma frequência satisfatória de relações sexuais para ambos os cônjuges. A sinergia entre o casal faz toda a diferença em manter a libido, o que envolve qualidade da comunicação, autoconhecimento, sinceridade, entrega e doação afetiva (tempo, atenção, demonstrações, valores, reconhecimento).

As baixas de libido acontecem em algumas situações:

  • Falta de amor e interesse pelo cônjuge. Pode ser decorrente de um relacionamento que já acabou mas as pessoas seguem juntas por outros interesses. Também pode se manifestar em casos de conflitos não resolvidos, por exemplo: traição, mentiras, decepções, brigas cotidianas, etc.
  • Transtornos individuais. Como depressão, baixa auto estima, questões de gênero, vícios, promiscuidade, frigidez, narcisismo, personalidade passivo-agressiva, co-dependência afetiva, masoquismo.
  • Problemas físicos ou rejeições do próprio corpo. Podem causar insegurança de desempenho.
  • História individual marcada por abuso sexual, relacionamentos abusivos com figuras maternas e paternas, repressão sexual, perdas de pai/mãe na infância.

O excesso de libido por sua vez:

  • Hábitos pessoais ou transtornos sexuais: pornografia, vicio em pornografia, voyeurismo, hiperssexualidade, narcisismo, personalidade antissocial, entre outros.
  • História individual marcada por abuso sexual, violências (física, psicológica ou física), repressão sexual, relacionamentos abusivos com figuras maternas e paternas.

Quando as questões da baixa libido não são tratadas emocionalmente pode ocorrer o quadro de fuga da intimidade. Nesse, a pessoa desvia a libido para outras atividades. Pode ser trabalhando demais, focando (sufocando) a relação com parentes ou filhos, fazendo coleção de bens materiais para suprir insatisfação, fuga para comportamento de traição ou promiscuidade. Esses casos recomenda-se psicoterapia individual ou de casal para tratar as causas e melhorar o sentimento consigo mesmo.

No excesso da libido não tratado ocorre o desgaste do relacionamento, traições, relações com múltiplos parceiros, promiscuidade E também pode ocorrer violência (psicológica, física, sexual), crimes. Pode-se tratar esses casos com psiquiatria e quem atrai parceiros(a) nessas características deve buscar tratamento psicológico para mudar o padrão toxico e sair do circulo da repetição.

Na falta da busca por soluções esse padrão integra as famílias toxicas. Onde um cônjuge culpa o outro, as brigas são constantes, não se dá liberdade para o outro ser ele mesmo, se aceita os conflitos que vão sendo somatizados ao longo da vida e podem aparecer conscientemente em suicídios, acidentes, doenças, surtos emocionais, doenças do sistema imunológico, perdas financeiras, etc. Isso também demonstra a libido doente, a satisfação no sofrimento. Por isso utiliza-se o termo toxico.

Em psicoterapia pode-se entender o que estar interferindo na falta de desejo sexual e questões mais profundas que geram uma mera “rotina apática”, resgatar a intimidade ou fazer um movimento saudável de separação quando o vinculo afetivo acabou. Por isso, quando há a sensação de que já foi feito tudo o que está ao seu alcance, é importante permitir-se pedir ajuda a um psicólogo especializado em terapia de casal. Muitas vezes, o entendimento depende dessa mudança de várias perspectivas.

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