Filhos e Divórcio 3


É muito comum a desorientação de um casal e da família após a separação, impondo-se a cada um novas formas de adaptação a nova situação. O desnorteamento após a separação foi constatado na pesquisa do California Children of Divorce Project, o que motivou os profissionais a promoverem encontros com os pais e filhos.

O divorcio é o cume de um processo que se inicia com crescentes conflitos no casamento e após sua concretização, demora-se ate que os envolvidos consigam conquistar uma estabilidade emocional.
Os filhos veem-se com pouco controle sobre as mudanças impostas pela separação.

Muitos enfrentam dificuldades para se ajustar a novos locais de residencia ou mudanças no padrão de vida, mas também sentem-se confusos no processo. Neste processo, muitos pais focam-se em seus problemas tornando-se menos sensíveis as necessidades dos filhos e podem enfrentar dificuldades em dizer a eles o que estão vivenciando.

Alguns genitores acabam afastando-se dos filhos por não suportarem os constantes desentendimentos com o(a) ex. Outros não concordam com o papel de visitantes.

O trabalho com os filhos é um dos pontos mais importantes da separação. Quanto menor a postura destrutiva dos pais, lida-se melhor com as dificuldades da separação  são fortalecidos os vínculos fraternos, tornando o processo de mudança familiar menos doloroso. Os filhos muitas vezes sentem-se vulneráveis, rejeitados, culpados e muitas vezes são usados como suporte emocional de um ou ambos pais, uma responsabilidade para a qual não devem assumir.

Em face a isso, o atendimento terapêutico pode ser destinado para as famílias com dificuldades de elaborar a situação do divorcio e ajudar os filhos em relação aos seus pensamentos e emoções. A criança pode idealizar por muito tempo seus pais juntos, tem um tempo para assimilar a separação e todas as mudanças deste processo.


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