Carência Afetiva


Solidão. Co-dependência Afetiva. Relacionamentos frustrados. Perseguir objetivos externos na esperança de sentir-se melhor. Esses são alguns padrões das pessoas que precisam trabalhar comportamentos e emoções dominadas pela carência afetiva.

A qualidade de vida psíquica de uma pessoa depende dos tipos de vínculos que ela estabelece no início de sua vida com seus modelos – mãe, pai e/ou cuidadores.

Esses vínculos são importantes para a formação da estrutura da personalidade, na escolha de relacionamentos amorosos, interpessoais, no ambiente de trabalho, na forma de administrar o stress diário.

O indivíduo que se sentiu valorizado de alguma forma, que experimentou relações mais tranquilas, terá uma visão muito mais clara e positiva. Já os que não se sentiram apoiados e valorizados e se relacionaram em ambientes conturbados verão sua realidade como vazia e solitária.

Sentir-se diferente dos membros da família, excluído por afinidades diferentes pode causar feridas na construção da identidade. Amor alimenta a construção de vínculos sadios e uma boa auto estima. Auto estima não pode ser comprada, é um processo construído ao longo da vida e no caso de muitos traumas e decepções, essa história precisa ser olhada com novos olhares.

Geralmente exigem atenção constante, querendo sempre agradar os outros a ponto de esquecerem sua própria vida. Atraem relacionamentos confusos e insatisfatórios, correm o risco de serem rejeitados, não valorizados pelo parceiro. A pessoa carente acredita que não seja merecedor de amor.

 

Muitos, para suprirem esse vazio, buscam também consumir coisas materiais de forma desenfreada e acabam com problemas financeiros ou ainda alimentam-se exageradamente. A compulsão existe para aumentar a auto-estima e para sentirem-se importantes.

O Caminho da Terapia…

O caminho para administrar o problema é desenvolver a auto-aceitação e com isso a auto-estima. E a compreensão de que o que buscamos no outro, devemos na verdade buscar dentro de nós mesmos.