Desenvolvendo o Amor Próprio 5


Construção do Amor Próprio

As pessoas buscam a psicoterapia para superarem sentimentos de confusão, indecisão, arrependimentos, inferioridade e principalmente desejando tomar decisões boas para si mesmas. Para isso é fundamental conhecer-se, mapear a historia de vida, padrões de relacionamento na infância que vão formando o amor ou desamor por si mesmo. Ou seja, ter um bom analista no processo de auto conhecimento.

A cultura ocidental é voltada a obter satisfação no externo, agradar os outros, ser feliz através do ter e esquecer de cultivar os bens do coração. Esses não podem ser comprados nem medicados, a felicidade autentica vem da alma e do desenvolvimento de um conjunto de habilidades positivas natural em cada pessoa.

Como construir amor próprio se a base emocional do ser humano, que é a família e sociedade, na maioria das vezes, não ajudam e são negativas? Tudo começa na infância, as grandes angustias atuais da humanidade como depressão, ansiedade, suicídio, diversos, falências econômicas, violência refletem como anda os padrões psicológicos infantis.

Em psicanalise e psicoterapia junguiana gosto muito de explorar padrões de relacionamento familiares. Os estudos feitos sobre as influencias dos papeis parentais (ausente, distante, sedutor, suficientemente bom) sobre filhos e filhas estão no cotidiano da clinica analítica. E dai nasce o Amor ou o Ódio por si mesmo e consequentemente pelas pessoas, trabalho, Deus, vida.

Todo comportamento traz projeções internas de como você esta verdadeiramente. E por isso toda pessoa que faz analise consegue analisar as outras. E quem não se conhece, não se analisa acaba entrando nas cegueiras afetivas. Por exemplo: “Por que isso sempre acontece comigo? o Fulano parecia tão bom! Por que o fulano se matou? ele não tinha motivos. Por que o vizinho agrediu a esposa/filhos? Por que meu chefe me explora e não me paga o que mereço? Por que eu não chego na garota(o) que eu me sinto atraído?

A maioria das famílias já estão imersas em relações toxicas, neuroses, competições, inveja, autoridade, negligencia afetiva. São padrões inconscientes passados de geração para geração. Quanto maiores as dores não resolvidas ao longo das gerações maior pode aparecer o sofrimento psicológico ou doenças mentais graves. Por exemplo, um bisavó lutou toda a vida pela sobrevivência da família, colocando todo o dinheiro no trabalho. A próxima geração vai ter a tendência de fazer o mesmo, entrando em conflitos de gerenciar tempo para família e trabalho. Muito provavelmente vai viver para o trabalho. E os filhos desses ou a geração atual, caracterizada pelas relações efêmeras e busca do imediatismo, acrescentando os padrões psicológicos de ausência afetiva dos pais vão ter que lidar com todos esses conflitos. Isso na maioria das vezes traz a tona muitas decisões ruins, excesso de energia direcionada ao trabalho, baixa qualidade afetiva em relacionamentos, mal gerencialmente financeiro, sensação de culpa ao querer curtir a vida, tendência a vícios. Esse quadro fica tão pesado que transforma-se em pânico, depressão, esquizofrenia, bipolaridade, bournout e por ai vai.

Qual o seu proposito de vida? Qual sua razão para viver?

Os bens do coração são seus sentimentos positivos. Quanto mais sua vida estiver alinhada ao seu proposito de vida mais energia você terá para não se abater pelas dificuldades nem se influenciar por relacionamentos tóxicos. Em primeiro lugar é necessário fazer uma faxina no coração, como expliquei antes.

Se você estiver com sua energia misturada as magoas e dores familiares, não vai fluir. Pode fugir em atividades supérfluas, tomar remédios controlados. Vai explodir emocionalmente com o tempo. A psicoterapia analítica é uma faxina no coração. Por isso muitos psiquiatras indicam a psicoterapia como base necessária a qualquer tratamento.

Quando se abre mão de seus valores íntimos e necessidades pessoais de vida para manter um falso padrão de estabilidade ou por medo de fazer mudanças, é um sinal para repensar sua relação consigo mesmo e buscar um analista.

As pessoas que não sabem da importância de cuidar de si próprias e não tem esse hábito podem viver em função dos outros, como cônjuge, família, trabalho, tornando-os um objetivo de vida. Porém, com o tempo, os relacionamentos tornam-se pesados, sufocantes e o individuo percebe-se triste, com sentimentos de melancolia, angustia e vazio sem entender o que esta acontecendo.

O sentimento de vazio ocorre pela profunda falta de conexão com a própria psique, deixada de lado e que tentou ser preenchida por mecanismos externos. Pode ser que essas pessoas nunca tiveram um tempo para pensar em suas vidas, em tirar um tempo para curtir o que gostam e permitirem-se tomar decisões boas para si mesmas e para as pessoas de seu convívio.

Olhar para Si Mesmo: como esta seu amor próprio?

Fazer terapia para limpar o coração e conhecer-se com profundidade.
Aprender a ficar sozinho(a), refletir sobre saber o que traz prazer e permitir-se vivenciar a alegria.
Saber dizer não a pessoas toxicas e principalmente dizer não aos próprios sentimentos e pensamentos tóxicos.
Amar e cuidar seu corpo.
Cuidar da mente.
Tomar decisões assertivas que gerem bem estar ou harmonia
Dialogo amoroso consigo mesmo.
Fazer um trabalho realizador que combine com seu perfil
Atingir estabilidade financeira.
Realizar objetivos a curto, médio e longo prazo.
Valorizar-se.
Escutar a mente, corpo, espirito.

Para conhecer a si mesmo e desenvolver amor próprio é preciso ouvir as próprias emoções, sentimentos, intuições, necessidades. Na idade adulta, sintomas emocionais (angustia, infelicidade, insatisfação, tristeza, desmotivação, ansiedade, pânico), mentais (cansaço, fadiga, letargia) e físicos como doenças e perda de libido são ótimos alertas para chamar a atenção da necessidade de cuidar de seu emocional.

A psicoterapia é uma vivência de encontro com suas emoções.  A medida que você se escuta, se percebe, reflete torna-se capaz de viver com mais amor, carinho, autenticidade. Assim, os relacionamentos se fortalecem. As conquistas externas passam a ser apenas conquistas e não mais a principal fonte de auto estima. O amor próprio gera gratidão que facilita viver bem, consigo e com os outros.

Permita-se.


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5 pensamentos em “Desenvolvendo o Amor Próprio

  • Carvalho

    Eu sempre tive medo de ser bem sucedido, não sei lidar com concorrencia, fico para trás… acho que tem a ver com o seu texto, auto sabotagem… nunca tinha pensado nisso. Obrigado…

  • Gilberto

    Eu concordo com o artigo. Fui infeliz em vários relacionamentos antes de entender a importância do auto conhecimento. A carência, desespero, status apenas me prejudicaram. Amor precisa ser leve para ser amor, amor próprio deixa tudo mais leve. parabéns por seu trabalho.

  • Arthur

    Demorei muito para descobrir a importância de cultivar o amor próprio. O mais difícil foi aprender a dizer não e parar de agradar os outros. Agradeço sua ajuda. Recomendo a terapia online, ótima e seria profissional.

  • Gilberto

    Bom dia, muito importante esse assunto. Levei muito tempo para aprender a me valorizar e aprender a dizer não.